Operação da Polícia Civil mira grupo suspeito de espalhar fake news contra autoridades do MA

mar 3, 2026 | Blog | 0 Comentários

A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na manhã desta terça-feira (3), a Operação Fake Stop para cumprir quatro mandados de busca e apreensão nos estados do Tocantins e da Paraíba. A ação integra investigação que apura a disseminação de fake news produzidas com uso de inteligência artificial contra autoridades públicas do Maranhão.

A operação foi coordenada pela 10ª Delegacia Regional de Imperatriz e pelo Centro de Inteligência da Polícia Civil, com apoio de unidades da região Tocantina e das Polícias Civis do Tocantins (DRACO) e da Paraíba. Foram cumpridos três mandados na cidade de Palmas, na região do Plano Diretor Sul, e um em João Pessoa, no bairro Portal do Sol.

Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares e notebooks, que passarão por perícia técnica para extração e análise de dados. O objetivo é identificar a origem, autoria e possível financiamento do material considerado ilícito.

A investigação teve início após o registro de ocorrência relatando a circulação de vídeos manipulados digitalmente, nos quais eram utilizadas imagens e vozes sintéticas — produzidas por meio de inteligência artificial — para atribuir declarações falsas a autoridades públicas.

Entre os alvos das publicações estavam o governador do Maranhão, Carlos Brandão; o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral; o ministro dos Esportes, André Fufuca; e o secretário municipal de Saúde de Imperatriz, Flamarion Amaral.

Segundo a apuração, os investigados utilizavam perfis em redes sociais e serviços de impulsionamento pago para ampliar o alcance das publicações. Os conteúdos eram divulgados em plataformas como WhatsApp, Facebook e Instagram, com segmentação geográfica direcionada à região de Imperatriz, o que indica planejamento e possível motivação político-eleitoral.

As medidas cautelares foram autorizadas pelo juiz Marcos Antônio Oliveira, da 1ª Central das Garantias da Comarca de Imperatriz.  Na decisão, o magistrado destacou que há indícios concretos da prática criminosa por meio de organização estruturada, com uso de recursos tecnológicos avançados e impulsionamento pago, configurando conduta sofisticada e de elevado potencial lesivo à honra e à imagem de agentes públicos.

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