O delegado Brito Júnior, se pronunciou nesta quarta-feira (14) após ser afastado das funções por 90 dias durante uma operação da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), no Maranhão. Ele afirmou que não foi preso, disse que ainda não teve acesso aos autos da investigação e levantou a possibilidade de estar sendo alvo de perseguição.
Em declaração, Brito Júnior afirmou que respeita a decisão judicial, mas contestou as circunstâncias do caso. Segundo ele, os fatos investigados já teriam sido justificados e comprovados, embora ainda não tenha conseguido consultar o conteúdo da apuração.
Atribuiu a denúncia a um delegado com quem, segundo ele, mantém um desentendimento pessoal. O delegado afirmou que o colega teria tentado sacar uma arma contra ele no ano passado.
Brito Júnior declarou ainda que, na ocasião, não teria sido ouvido pelas autoridades e que, na avaliação dele, o outro delegado não sofreu as consequências que considerava necessárias. Essas afirmações foram feitas pelo próprio investigado e não foram confirmadas de forma independente.
Ao comentar a investigação atual, ele disse que pretende aguardar os próximos desdobramentos e responder às medidas judiciais.
Afastamento ocorreu durante operação
Brito Júnior, responsável pela Delegacia Regional de Barra do Corda, foi afastado por 90 dias durante uma operação realizada em Grajaú e Barra do Corda. A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em delegacias, na residência do delegado e em um sítio pertencente ao pai dele.
A investigação começou após uma denúncia anônima encaminhada ao Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do Ministério Público do Maranhão. O motivo específico da apuração não foi divulgado, porque o caso tramita sob segredo de Justiça.
Durante as diligências, foram apreendidos celulares e computadores. A arma funcional do delegado também foi recolhida, e ele foi proibido de se aproximar da delegacia e dos policiais investigados.
No sítio, os agentes encontraram uma arma de fogo e munições. O caseiro da propriedade, Charles Aminde Silveira dos Santos, também vinculado a atividades na delegacia, foi preso em flagrante por suspeita de porte ilegal de arma de fogo.
Até o momento, as alegações apresentadas por Brito Júnior sobre perseguição e sobre o conflito com o outro delegado não foram confirmadas de forma independente.




























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