O senador Flávio Bolsonaro (PL) voltou atrás e passou a se proclamar “líder do Brasil” após divulgar uma carta em que se declarava presidente eleito. Nesta quarta-feira (28), o parlamentar publicou uma segunda versão do documento, substituindo as expressões “presidente eleito” e “verdadeiro presidente do Brasil” por “líder” e “líder do Brasil”.
A mudança ocorreu após Flávio deixar o Brasil e seguir para os Estados Unidos, de onde divulgou o documento contestando a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar de retirar a declaração de que havia sido eleito presidente, o senador manteve as acusações de suposta fraude eleitoral, sem apresentar provas. O resultado da eleição foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na primeira versão da carta, publicada nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que havia vencido a disputa presidencial e acusou adversários políticos de terem interferido no resultado das urnas.
O senador chegou a se apresentar como presidente eleito ao se dirigir aos eleitores e acusou integrantes de uma suposta organização criminosa de terem roubado a eleição.
Pouco depois, divulgou uma nova versão do documento, na qual deixou de reivindicar a condição de presidente eleito e passou a se apresentar como líder.
A alteração também atingiu o trecho em que Flávio se declarava verdadeiro presidente do Brasil, substituído pela expressão “líder do Brasil”.
Mesmo com as mudanças, o parlamentar não retirou as acusações contra o processo eleitoral.
Na carta, Flávio Bolsonaro questionou o resultado da votação do último domingo (25) e alegou uma suposta impossibilidade matemática na apuração.
O senador também criticou decisões do Judiciário, especialmente a determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou o horário de votação em duas horas.
A prorrogação ocorreu após solicitações da coligação de Lula e da própria campanha de Flávio Bolsonaro, diante de problemas no transporte público de eleitores e das condições climáticas.
Dados da votação mostram que menos de 35 mil votos foram registrados entre 17h e 19h. A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro no Brasil foi de 4,4 milhões de votos.
O parlamentar também defendeu a cassação da chapa eleita, formada por Lula e Geraldo Alckmin.
No documento, Flávio confirmou que está nos Estados Unidos e afirmou que pretende comandar a oposição brasileira a partir do território norte-americano.
O senador negou que sua saída do país represente uma fuga e alegou sofrer perseguição política. Também acusou o Judiciário de promover um suposto regime de exceção contra sua família.
Na carta, o parlamentar agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei.





























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