Segundo o capitão Souza, em entrevista à TV Difusora, o jovem Eriky Ryan foi interceptado por criminosos enquanto trabalhava como entregador de pizza na região da Cidade Olímpica, onde ocorreu o crime, no último domingo (11). Durante a abordagem, os suspeitos passaram a questionar o que ele fazia no local.
De forma tranquila, Eriky informou que não era de São Luís, que era do interior e que estava trabalhando pela primeira vez como motoboy. Em seguida, os criminosos perguntaram de qual cidade ele era natural, e o jovem respondeu que era de Nina Rodrigues.
Ainda conforme a apuração policial, a partir dessa informação, os suspeitos associaram o município à atuação predominante de uma facção criminosa rival e passaram a acusar o jovem, sem qualquer prova, de integrar o grupo adversário.
Mesmo afirmando que não fazia parte de nenhuma facção criminosa, Eriky continuou sendo intimidado. Os criminosos exigiram que ele desbloqueasse o celular, pedido que foi inicialmente recusado. A negativa teria provocado uma escalada de violência, resultando em agressões.
Após conseguirem acesso ao aparelho, os suspeitos revistaram o jovem, rasgaram sua camisa e observaram tatuagens em seu corpo, que, segundo eles, teriam reforçado a suspeita equivocada de envolvimento com facções criminosas.
Em meio à confusão, Eriky tentou fugir, mas outras pessoas chegaram ao local e, de acordo com a polícia, ocorreu uma ação coletiva violenta, que terminou com a morte do jovem.
Ainda segundo a polícia, dois suspeitos já foram presos por envolvimento no assassinato de Eriky Ryan. Durante os procedimentos, ambos confessaram a participação no crime, relatando a dinâmica da ação criminosa.


























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